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Apresentação do Tema do Sopro 2019

23 de maio de 2012

Carta de Orientação para Celebrar Pentecostes em 2012

“Recebei o Espirito Santo” (Jo. 20,22c)

Carta de Orientação para Celebrar Pentecostes em 2012

Caros irmãos em Cristo Jesus, que a graça Restauradora de Jesus esteja com cada membro desta Comunidade. Convido a todos a abrir os corações, abandonar-se em Deus e mergulhar (navegar) nas águas do Espírito Santo, fonte de todo bem e doador dos dons incalculáveis.
Estamos na semana de oração pela unidade dos cristãos e nos preparando para celebrar Pentecostes, maravilhoso acontecimento na Igreja, data que nos recorda a expressão máxima da unidade e do nascimento da Igreja, bem como a Evangelização de todas as nações pelo auxilio do Espírito Santo (Atos 13,4-5).
Para podermos expressar a graça, o poder e unção que emana de Pentecostes, convido a todos os servos de Deus e membros da Comunidade Renascer em Cristo, especialmente aos compromissados da Comunidade de Aliança e Vida, a nos abrirmos ainda mais, as ricas e maravilhosas experiências de oração que o Espírito Santo nos impulsiona. Nesse sentido sugiro fazermos oficinas de oração através do Dom de Línguas, talvez, o mais simples de todos os dons, mas que nos abre aos demais dons do Espírito. Irmãos, mergulhemos na presença de Deus e deixemos que o próprio Espírito Santo tome a direção de nossa oração e nos leve ao encontro pessoal e renovador com Jesus Cristo, permitindo que Ele revele sua vontade, para então nos colocar em prontidão para realizar a missão.
No tempo presente se faz necessário revelarmos por meio dos dons carismáticos a poderosa ação de Deus por meio do seu Espírito que age em nós, para que isso aconteça precisamos nos abrir as manifestações do Espírito e desejar no intimo do nosso coração o reavivamento pessoal “Pentecostes Pessoal”, principalmente aqueles que já fizeram a experiência da Efusão do Espírito, também é bom ficarmos atentos à possibilidade de uma relação permanente, garantida pelo Batizador (CIC 667; Ef. 5,18). E que se cumpra em nós aquilo que Elena Guerra, a apostola do Espírito Santo dos tempos modernos predisse: “Que o coração de cada um de nós se torne um novo e verdadeiro Cenáculo no qual o Espírito Santo habite como o mais doce hóspede e o mais fiel dos amigos”.
Quando o Conselho da Comunidade Renascer orava pela Vigília de Pentecostes neste ano de 2012, o Senhor falou que precisamos ser como tocos de árvores, que depois do fogo ter consumido toda madeira, resta apenas os tocos mais com brasas ativas, que basta um leve soprar do vento, os carvões se acendem e de longe percebe-se o fogo. Assim deve ser os nossos corações (vidas), que percebem (e recebem) o Sopro do Espírito, acendem-se e ficam inflamados, reluzentes que chama atenção mesmo de quem está longe, pois os dons carismáticos embelezam as realidades tristes de nossa vida e trazem a manifestação do poder de Deus.
O Papa João Paulo II por ocasião da Solenidade de Pentecostes percebeu isso e assim expressou: “No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim ajudareis a fazer que tome forma aquela “cultura do Pentecostes”, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!”.  Portanto, não podemos deixar de clamar o Espírito Santo para que nos renove (nos faça nova criatura), inflame nosso coração e toda terra do amor de Deus. É urgente que vivamos uma cultura de pentecostes, onde o amor fraterno, a partilha dos dons espirituais e materiais aconteçam como nas primeiras comunidades primitivas (Atos 2,42-47).
Na Solenidade de Pentecoste em 2010, o Papa Bento XVI, dirigiu-se aos fiéis na Praça de São Pedro e falou da atualidade desta celebração, e dos muitos “pentecostes” que se manifestam ainda hoje na vida da Igreja. “Cinquenta dias depois da Páscoa, nós celebramos a Solenidade de Pentecostes, quando nos lembramos da manifestação do poder do Espírito Santo, que – como o vento e como fogo – desceu sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo e permitiu-lhes coragem para pregar o Evangelho a todas as nações (cf. Atos 2, 1-13). O ministério de Pentecostes, que justamente se identifica com esse evento , o batismo “verdade” da Igreja, mas não termina. A Igreja vive constantemente na Efusão do Espírito Santo, sem que ela escape ao seu poder, como um veleiro em que não havia vento. Pentecostes é renovada, especialmente em alguns momentos, tanto a nível local e universal, tanto em pequenas reuniões, grandes reuniões. Os conselhos, por exemplo, as sessões foram recompensados com especial efusão do Espírito Santo, e entre estes é certamente o Concílio Vaticano II. Também lembramos do famoso Encontro dos Movimentos Eclesiais Venerável João Paulo II. Aqui na Praça de São Pedro, logo no dia de Pentecostes de 1998. Mas a Igreja sabe que inúmeros “Pentecostes” que animam as comunidades locais, penso a liturgia, em particular para aqueles com experiência em momentos especiais na vida da comunidade em que o poder de Deus é visto claramente nas mentes infundir alegria e entusiasmo. Pense em reuniões de oração de tantos, onde os jovens sentem claramente o chamado de Deus para suas vidas na raiz do seu amor, mesmo dedicando totalmente a ele. “Portanto, não há Igreja sem Pentecostes. E gostaria de acrescentar: não há Pentecostes sem a Virgem Maria, como nos refere o livro dos Atos dos Apóstolos” (Atos 1,14) – disse o pontífice, afirmando ter sido testemunha disso em Fátima, durante sua viagem apostólica a Portugal. “O que viveu aquela imensa multidão, na esplanada do Santuário, onde todos éramos um só coração e uma só alma, senão um renovado Pentecostes? No meio de nós estava Maria, a Mãe de Jesus. Esta é a experiência típica dos pequenos ou dos grandes santuários marianos, como Lourdes, Guadalupe, Pompéia, Loreto: onde quer que os cristãos se reúnam em oração com Maria, o Senhor doa o seu Espírito.”
Sem as efusões constantes do Espírito Santo, disse Bento XVI, a Igreja seria como um barco à vela ao qual falta o vento: “O Pentecostes se renova de modo especial em alguns momentos marcantes, seja em nível local, seja universal, seja em pequenas assembleias, seja em grandes convocações.”
Segundo Professor Felipe Aquino, “O Espírito Santo age na Liturgia sacramental, por meio de suas palavras e de seus símbolos, e nos coloca em Comunhão com Cristo; Ele age na oração e intercede por nós (Rm 8,26); Ele manifesta-se nos carismas e nos ministérios, de modo a edificar a Igreja, e também na vida apostólica e missionária da Igreja. Ele é o agente da evangelização; é Ele que dá aos fiéis o ardor evangélico e o desejo divino de salvar as almas. O Espírito Santo age no testemunho dos santos e dos mártires. Enfim, Ele é o artífice das obras de Deus, é o Mestre da oração. Ele é o nosso santificador; pela sua ação em nós vencemos a pior realidade: o pecado. Por isso, é urgente pedir: “Vinde, Espírito Santo!…”
Amados(as) irmãos(ãs) em Cristo, para maior transbordamento da graça na Vigília de Pentecostes, peço aos irmãos(ãs) que façam nesses dias que antecedem a Solenidade de Pentecostes, a oficina abaixo, deixe o Espírito Santo agir em sua oração pessoal para que aconteça um transbordamento comunitário do poder e da graça de Deus.

Cleilton Mendes Melo
(Coo-fundador e Formador Geral da CCRC)

OS CARISMAS DO ESPÍRITO SANTO
DOM DE LÍNGUAS:
“Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).
O dom de línguas é um dom de oração. Este dom vem socorrer a nossa dificuldade de orar: nós não sabemos “o que” nem “como” pedir a Deus ou o que dizer a Deus. Ele vem suprir nossa oração fraca e débil, vem nos fazer orar, mas orar segundo a vontade de Deus. O próprio Espírito
Santo que habita em nós, ora em nós e por nós. Vem nos capacitar a orar de forma divina.
Ainda que nós não entendamos os gemidos inefáveis com que o Espírito ora, canta, e fala em nós e através de nós, sentimos que o nosso coração e o nosso espírito estão em oração. No entanto, não deixamos de estar conscientes, sabemos perfeitamente o que estamos fazendo, pois oramos com a nossa língua e com a nossa vontade, por isso somos livres para começar e terminar quando queremos.
O dom de línguas é a porta para todos os outros dons carismáticos, porque abre todo o ser do homem para a ação do Espírito Santo e para o crescimento da vida no Espírito.
O dom de línguas é a primeira manifestação sensível e visível da presença do Espírito Santo (At 2,1-4; 10,6s; 19,6s).
O dom de línguas nos une em torno de Cristo. É dom que promove a unidade entre os cristãos, atraindo-os a Jesus Cristo e à Igreja (At 2,5-6).

CANTAR EM LÍNGUAS:
O Espírito Santo de Deus, plenamente rico de graças, concede aos fiéis o dom de “cantar” em línguas. “Cantarei com o Espírito” (I Cor 14,14). Isto significa que o Espírito Santo através do dom de línguas, utiliza-nos para elevarmos um canto ao nosso Deus, levando-nos a expressar-lhe um louvor no Espírito a Deus. O Espírito nos capacita a glorificar o Senhor de maneira profunda, sincera e perfeita. Nesse louvor no Espírito, unimo-nos aos anjos e santos, que não cessam de, no céu, louvar o Senhor.

OFICINA DO DOM DE LÍNGUAS:
- Após o breve ensino, ore em línguas com todos aqueles que já oram em línguas, cerca de mais ou menos dois minutos.
- Em seguida, peça que todos imponham as mãos no ombro da pessoa que está à sua direita, sem interromper a oração em línguas, para que todos possam crescer ainda mais neste dom.
- Faça um breve intervalo para certificar-se quais as pessoas que ainda não receberam este dom e em seguida, peça para aqueles que estão mais próximos imporem as mãos sobre elas suplicando a Deus a graça de receberem o dom de línguas.
- Peça as pessoas que se abram, também, ao louvor em línguas.
- Encerre com um grande louvor com cânticos, palavras em português e em línguas cantadas.

DOM DE FALAR EM LÍNGUAS:
“Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembléia receba edificação” (I Cor 14,13).
O dom de línguas também se manifesta através de “falar” em línguas, que significa proclamar uma mensagem de Deus a um grupo ou assembléia de oração, através de línguas estranhas.

(Texto Extraído do Site da Comunidade Católica Shalom)

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